Endometriose em adolescentes: Diagnóstico e Tratamento

Endometriose refere-se à presença de glândulas endometriais e estroma fora da cavidade endometrial. Geralmente, estão localizados na pélvis, mas podem ocorrer em praticamente qualquer parte do corpo. A doença pode estar associada a muitos sintomas ou pode ser assintomática. Apesar de estudos, ainda há contradição em relação à sua incidência, patogênese, história e tratamento. 

Mais da metade das mulheres adultas com endometriose relatam que os sintomas começaram a aparecer antes dos 20 anos. Embora tenha sido relatado que a doença se apresentava após muitos anos de menstruação, isso não era verdade: casos sintomáticos foram relatados em meninas, antes da menarca, que tiveram algum desenvolvimento de mama e, outros casos, logo após a menarca. 

O diagnóstico precoce e o tratamento da endometriose retardam a progressão da doença, diminuem os efeitos adversos a longo prazo, como dor crônica, endometriomas e infertilidade, e melhoram a qualidade de vida.

Geralmente, as adolescentes com endometriose apresentam dor acíclica e cíclica. A dor cíclica isolada é a apresentação de dor menos comum, como os sintomas intestinais (dor retal, constipação, defecação dolorosa e sangramento retal), e sintomas vesicais (disúria, urgência e hematúria) também são comuns. Já endometriomas ovarianos e infertilidade são raros em adolescentes.

Diagnóstico diferencial: As causas de dor pélvica em adolescentes incluem gravidez, apendicite, doença inflamatória pélvica, hérnia, doença intestinal e problemas psicossociais.

Fonte: uptodate