Perder um ovário: quais são os impactos na fertilidade?

 

Receber a notícia de que será necessário remover um ovário, procedimento chamado ooforectomia unilateral, costuma gerar medo e muitas dúvidas, principalmente quando o desejo de engravidar faz parte dos planos da paciente.

Mas afinal: é possível ter uma vida fértil com apenas um ovário? A resposta é, na maioria dos casos, sim. Vamos entender como isso acontece e em quais situações a preservação da fertilidade pode ser considerada.

O que é a ooforectomia unilateral?

A ooforectomia unilateral é a cirurgia para retirar apenas um dos ovários, mantendo o outro em funcionamento. Ela pode ser indicada em casos como:

  • Tumores benignos ou malignos.
  • Endometriomas extensos.
  • Torção ovariana.
  • Infecções graves ou abscessos.
  • Fertilidade após a retirada de um ovário

Nosso corpo tem uma incrível capacidade de adaptação. Quando um ovário é removido, o ovário remanescente assume a função reprodutiva, passando a liberar os óvulos nos ciclos menstruais. Ou seja: mesmo com um único ovário, é possível ovular regularmente e engravidar de forma natural.

O que pode mudar?

Apesar dessa compensação, alguns fatores precisam ser levados em conta:

  • Reserva ovariana: a quantidade de óvulos disponíveis ao longo da vida será naturalmente menor.
  • Idade da paciente: quanto mais jovem, maiores as chances de o ovário remanescente sustentar a fertilidade.
  • Doença de base: se a causa da cirurgia for endometriose ou tumores, pode haver impacto adicional na fertilidade.

Quando considerar a preservação da fertilidade?

Em alguns casos, é recomendada a preservação de óvulos ou embriões antes da cirurgia:

  • Mulheres que desejam engravidar no futuro, mas não em curto prazo.
  • Pacientes acima dos 35 anos.
  • Casos em que o ovário remanescente possa também estar comprometido.

As técnicas de congelamento de óvulos ou fertilização in vitro são alternativas que oferecem mais segurança para o planejamento reprodutivo.

Resumo

Perder um ovário não significa perder a chance de engravidar. O corpo geralmente compensa essa ausência, permitindo que muitas mulheres mantenham ciclos férteis e consigam realizar o sonho da maternidade. No entanto, cada caso é único. Avaliar a saúde do ovário remanescente, a idade da paciente e os objetivos de vida é essencial para definir se há necessidade de estratégias de preservação da fertilidade.

Está passando por esse processo ou tem dúvidas sobre como isso pode impactar seus planos de maternidade? Converse com um especialista em reprodução e tire todas as suas dúvidas.